Fervoroso defensor do Mercosul

O Mercado Comum do Sul, o Mercosul, um marco na integração econômica da América Latina, teve em Júlio Redecker um de seus mais fervorosos defensores.

Firmado através do Tratado de Assunção, em 26 de março de 1991, na capital paraguaia pelos presidentes do Brasil, Argentina, Uruguai e Paraguai e os ministros de Relações Exteriores desses quatro países, o Mercosul era visto por Redecker como uma ferramenta de integração social, cultural e econômica entre as nações.

Sua ligação com o Mercosul iniciou com o setor exportador. No mercado internacional, Redecker aprendeu a negociar com argentinos e descobriu muito cedo a importância da integração como geradora de emprego e renda.

Ainda no primeiro mandato, em 1997, quando estava na suplência, passou a integrar a Comissão do Mercosul do Congresso Nacional, que havia sido instalada oficialmente há menos de um ano. Desde então, Júlio fez parte da comissão até sua morte, tendo sido secretário, vice-presidente e presidente. Juntamente com a Comissão Mista de Orçamento, a Comissão do Mercosul reúne deputados e senadores das duas casas legislativas.

Ex-pres do México
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Dep Júlio acompanhando a visita do ex-pres do México Vicente Fox, junto com Eduardo Paes e Heráclito Fortes.
Presidente da Argentina
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Dep Júlio com o presidente da Argentina Eduardo Duhalde
COMISSÃO DO MERCOSUL EM BSB
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COMISSÃO DO MERCOSUL EM BSB
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COMISSÃO DO MERCOSUL EM BSB
Dep Júlio com o vice-presidente José Alencar
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Dep Júlio com o vice-presidente José Alencar
Dep Júlio com Geraldo Alckmin e presidente FHC
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Dep Júlio com Geraldo Alckmin e presidente FHC
Dep Júlio com o presidente da França Jacques Chirac
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Dep Júlio com o presidente da França Jacques Chirac
Dep Júlio com ex-presidente de Cuba, Fidel Castro
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Dep Júlio com ex-presidente de Cuba, Fidel Castro
Mercosul
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Redecker sonhava com uma integração completa. Para ele, deveria ser criada uma moeda única para os países, não haveria mais barreiras nas fronteiras, seria criada uma cédula de identidade para todos e não seríamos mais brasileiros, argentinos, paraguaios ou uruguaios: “Seremos mercosulinos”, dizia em discursos inflamados nas reuniões do Parlamento do Mercosul.

Em 2001, Redecker chegou a sugerir um nome para a nova moeda: o peso real. Presidente da Comissão Parlamentar Conjunta do Mercosul, o deputado pretendia cunhar uma moeda e apresentá-la na reunião pró-tempore em Buenos Aires, durante encontro da Cúpula de Presidentes na capital argentina.

Nesta oportunidade, ocupava a Presidência do Parlamento do bloco e pôde se dirigir durante 10 minutos aos presidentes, ministros e equipes técnicas do Mercosul. Apresentou uma série de sugestões aos Chefes do Executivo, entre elas, o peso real.

Mercosul
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Pronunciamento Mercosul

Redecker tinha pressa, mas a velocidade da vida pública era diferente da sua...

Angustiava-o as muitas reuniões e poucas resoluções: “Precisamos avançar. Temos que promover a integração; o Mercosul é um projeto maior do que os interesses individuais de um país”, costumava repetir.

O Parlamento do Mercosul, com a eleição direta de deputados do Mercosul, era outro de seus sonhos. Redecker projetava uma eleição sua para o futuro parlamento, a exemplo do que a União Europeia fizera alguns anos antes com a instalação do Parlamento Europeu.

Se o setor coureiro-calçadista fez de Redecker o deputado do sapato, foi no Mercosul que o parlamentar projetou sua atuação na Câmara até se tornar o líder da Minoria na Câmara Federal. Mas isso já é uma outra história....